Mães narcisistas: entenda as mulheres que odeiam suas filhas - Leidyane Alvarenga Advogada

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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Mães narcisistas: entenda as mulheres que odeiam suas filhas


Na história de Branca de Neve, a madrasta quer matar a enteada para ser coroada como a mais bonita do reino. A vida real está longe de ser como um filme da Disney, mas é possível fazer um paralelo quando pensamos nos casos das mães narcisistas.
Recentemente o programa Fantástico, da TV Globo, fez uma reportagem sobre otranstorno de personalidade narcisista – um distúrbio mental em que os pacientes têm um senso inflado de autoimportância, ou seja, eles acreditam que são e devem ser sempre o centro das atenções.
No caso da reportagem (que você pode ver clicando aqui), o foco foram as mães narcisistas: mulheres que sofrem desse transtorno e que competem, ofendem e até agridem suas filhas. Sim, falamos em filhas, no feminino, porque esse relacionamento (que além de tudo é abusivo) tem uma força muito maior na relação mãe e filha.

Afinal, o que são mães narcisistas?

O transtorno de personalidade narcisista é um dos dez distúrbios de personalidade que são reconhecidos pelo Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, um guia psiquiátrico que é referência na formação e tratamentos na área. Basicamente, essa pessoa acredita ser muito mais importante do que as demais, tem uma necessidade constante de ser o centro das atenções e demonstra uma falta de empatia latente.
Se você não entendeu, a gente explica um pouco melhor: essas pessoas baseiam toda a sua vida na aprovação das outras e nos elogios que recebem. Elas se importam apenas com a imagem que têm no mundo e como elas são percebidas pelos outros. Por isso, os seus relacionamentos são muito superficiais e focados, justamente, nessa forma como são vistas pelos outros – elas se preocupam com a maneira como são entendidas pelos outros e não se importam ou se preocupam com o bem-estar do outro.
Assim como para os relacionamentos abusivos, é comum a presença desse distúrbio ficar muito clara quando outra pessoa começa a buscar ajuda por sofrer os efeitos de ter uma pessoa narcisista na sua vida. Por exemplo, uma filha que lida com depressão por conta das constantes pressões e exigências da mãe.

A relação mãe-filha

As mães narcisistas aparecem como um fator comum nesses transtornos. São mulheres que não demonstram nenhum tipo de carinho pelas próprias filhas, fazem ameaças e diminuem essas pessoas, podendo até mesmo partir para agressões físicas, dependo da gravidade da situação.
Ao ver as filhas jovens e bonitas, crescendo e com um monte de oportunidades pela frente, a mãe percebe que, ela mesma, está envelhecendo e ‘ficando para trás’ e não aceita essa posição. Por isso, ela tenta desestimular a filha para se manter por cima, como a pessoa mais importante e o centro da família. É óbvio que cada caso apresenta as suas particularidades e sintomas específicos, mas a base é sempre essa ideia de que a mãe precisa provar que é mais importante do que a filha.
Ou seja, essas mulheres são altamente controladoras, elas vivem as suas vidas através da vida da filha, ao mesmo tempo que fazem o possível parar diminuí-la. Elas exigem comportamentos específicos (como fazer uma faculdade que elas gostam ou impedir a filha de sair com um homem que não atenda certos requisitos), e são muito rígidas com erros ou falhas.
Além disso, são também muito críticas – elas não sabem fazer outro tipo de comentário que não uma reclamação a respeito dos comportamentos da filha e suas escolhas, são absurdamente manipuladoras e dependentes – querendo ou não, elas precisam dessa relação tão próxima para se manterem na posição de ‘superior’ que tanto defendem.
A característica principal de mães narcisistas, porém, é a falta de empatia. Elas não entendem e não reconhecem as dores e dificuldades das filhas e, por isso, as ignoram ou relevam. Existem casos extremos de mulheres que acreditam que suas filhas estão mentindo sobre doenças graves, como o câncer, apenas para chamar atenção.

Como lidar com uma mãe narcisista?

Essa é a parte mais complicada. Por ser uma relação tão próxima, muitas mulheres têm medo de se distanciarem da mãe, mesmo em uma dinâmica abusiva, e acabam lidando com consequências piores mais para frente – como o desenvolvimento de doenças mentais, casos de ansiedade crônica e traumas.
O primeiro passo é se informar sobre mães narcisistas e sobre o transtorno em si para tentar identificá-lo na sua parente. Caso a suspeita se confirme e os sintomas ‘batam’ com a realidade que você vive, vem o segundo passo: buscar ajuda profissional, para saber como lidar com as suas próprias dificuldades em relação à essa dinâmica e também como ajudar a sua mãe. Que fique claro desde já: a mãe só vai mudar o seu comportamento e procurar ajuda para cuidar do seu distúrbio se ela quiser, infelizmente isso não é algo que você pode forçar na outra pessoa.
Além disso, os casos de agressão podem e devem ser denunciados na polícia, por mais difícil que seja fazer uma denúncia contra a própria mãe. O relacionamento mãe e filha é muito romantizado, porém isso não significa que qualquer um dos lados precisa aturar uma vivência que faz mal e é violenta. Saiba priorizar o seu bem-estar nessas horas e não tenha medo de cortar relações por completo se essa for a única forma de você ficar bem. Mas, para isso, busque ajuda, você não precisa enfrentar essa situação sozinha.
Fonte: msn.com
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